Me calo e reconheço
em cada porta por mim aberta
um sopro,
dois sopros na verdade.
Um, vindo de trás, que me impele, ou melhor, que me empurra
porta a dentro.
E o outro, vindo da frente,
propicia um encontro com o tempo
para alinhar a escolha da porta com a razão temporal.
Parado,
sigo o rastro do sopro,
é em mim seu nascedouro
sou eu
a razão, a semente e o fruto do meu querer.
Escrito por Gabriel de Magalhães
fotografia por gabriel de magalhães